22 de outubro de 2009
20 de outubro de 2009
Dia das Crianças.
Passamos o dia das crianças em João Pessoa e, como sempre, estamos em fase de readaptação. Fizemos uma festinha muito legal na casa de Mainha para PH, Luiza, Mariana, Júlia e Maria Eduarda. Todos nós nos divertimos muito. Teve concurso de arte (que terminou com exposição de pintura viva, porque todos ficaram imundos de tinta), pescaria, bola ao cesto, com uma pequena tabela de basquete que Thyago, NOIVO de Joana, (FELICIDADES AOS DOIS!) deu de presente, concurso de quem fazia mais bolinha de sabão e muitos brindes. Depois fizemos um lanchinho e foi muito, mas muito legal mesmo. O problema é que Pedro Henrique volta insuportável de lá, se achando adulto e dono da própria vida. Bate o pé quando quer algo e dá escândalo se não consegue. Dura mais ou menos uns 15 dias até ser “domesticado” novamente.
Quem está precisando ser “domesticada” também é Luiza. A cabritosa da titia está muito cheia de vontade e desobediente. A gente fala para ela parar de fazer alguma coisa e é o mesmo que falar para continuar. Não dá a mínima atenção. E também tem os alisados de peito. É feio, mas é muito engraçado o fato dela só dormir alisando o peito de alguém. Pode ser homem ou mulher que não tem problema. Ela me pediu para dormir e dei um banho antes. Quando estava colocando o pijama perguntei se ela iria dormir mesmo. A resposta foi: “Vou, mas eu quero alisar seu peito.” Acho horrível essa mania, mas a mãe já está tentando acabar. Cada doido com a sua mania, não é? Eu chupei o dedo até os 12 anos de idade e até hoje só durmo alisando um paninho velho. Acho que isso é mais feio ainda porque sou adulta. E isso passou de mãe para filho, porque PH só dorme com o dele também. Semana passada eu estava no meu momento de faxineira e mandei PH sair do quarto porque tinha poeira. Além de não sair, me falou: “Se eu ficar doente é bom que você me leva no hospital e o médico me dá algum remédio pra alergia, porque eu quero comer peixe de porco. Eu gosto muito de peixe de porco!” Nós evitamos dar qualquer coisa de porco à ele, porque já teve uma crise alérgica muito forte por causa de bacon. Durante um bom tempo depois de ficar internado por essa alergia, ele sempre perguntava antes de comer se era de porco. Até os biscoitos recheados e bolos ele queria saber se tinha porco.
Hoje fui buscar PP na escola e demorou muito para a professora trazê-lo até o portão. Quando apareceu estava com a mão na boca chorando. Tia Bia disse que ele correu e trombou com um amiguinho, aí cortou um pouco a boca. O corte foi muito pequeno, mas o drama foi enorme. Parecia que tinha se arrebentado todo. Quando falei que tinha comprado balinha, parou de chorar na hora e sorriu. Ele é muito dramático e a lágrima desce até quando finge chorar.
Por falar em choro, PH aprontou algo que a Igreja toda morreu de rir domingo pela manhã. O diácono sempre faz perguntas depois da Escola Dominical sobre o tema da aula. Ele estava explicado como seriam as perguntas e falou que ele diria uma qualidade do Davi e as pessoas teriam que responder se seria um atributo ou um talento. Quando ele terminou de falar PH deu grito e levantou a mão: “Talento!” Todos caíram na gargalhada, porque nenhuma pergunta tinha sido feita. Aí ele virou para mim e perguntou: “Eu ganhei, mamãe? Eu ganhei?” Como o diácono não teve a sensibilidade de dar o bombom, o bichinho caiu no choro e passou o resto do tempo chorando e pedindo para ir embora. Depois o diácono falou alguma coisa que não lembro agora, mas que terminava com “tal”. Aí PP virou e falou: “Mamãe, eu tenho tal?” Depois voltou a chorar. Uma senhora da minha sala falou que domingo levará um bombom para ele e nem assim sossegou.

Por falar em choro, PH aprontou algo que a Igreja toda morreu de rir domingo pela manhã. O diácono sempre faz perguntas depois da Escola Dominical sobre o tema da aula. Ele estava explicado como seriam as perguntas e falou que ele diria uma qualidade do Davi e as pessoas teriam que responder se seria um atributo ou um talento. Quando ele terminou de falar PH deu grito e levantou a mão: “Talento!” Todos caíram na gargalhada, porque nenhuma pergunta tinha sido feita. Aí ele virou para mim e perguntou: “Eu ganhei, mamãe? Eu ganhei?” Como o diácono não teve a sensibilidade de dar o bombom, o bichinho caiu no choro e passou o resto do tempo chorando e pedindo para ir embora. Depois o diácono falou alguma coisa que não lembro agora, mas que terminava com “tal”. Aí PP virou e falou: “Mamãe, eu tenho tal?” Depois voltou a chorar. Uma senhora da minha sala falou que domingo levará um bombom para ele e nem assim sossegou.
7 de outubro de 2009
É muito amor!!!
Essa semana rolou um “momento ternurinha” aqui em casa. Estávamos deitados, eu e PP, descansando depois do almoço quando ele disse: “Mãe, eu já disse que te amo hoje?” Respondi que não, então falou: “Te amo, mamãe!” Me derreti toda e tasquei um beijaço naquela bochechinha gostosa.
Semana passada estava assistindo televisão e PH ao meu lado brincando. Passou uma cena de parto na novela e ele viu e falou com cara de nojo: “Eita! O cocô dela foi um bebê!” Ele nunca tinha visto uma cena daquela e foi logo perguntando: “Mamãe, ela nem precisou ir pro hospital. Como esse bebê saiu?” A tão temida pergunta sobre o nascimento veio bem cedo, mas aproveitei a deixa dele e disse que a mulher fez força e o bebê saiu igual a um cocô. Não sabia o que falar e foi a única coisa que veio na minha mente.
Sexta-feira passada estávamos voltando da escola eu, PH, Thiago e a mãe dele. Aí o Thiago me perguntou se eles poderiam trocar os carrinhos por 15 dias. Falei que sim e Raquel (mãe do Thiago) também deixou. Os dois melhores-amigos trocaram os carrinhos felizes da vida. Quando estávamos chegando em casa, PP perguntou: “Mamãe, quanto é 15 dias?” Eu achei tão lindo, porque eles nem sabem quanto tempo é 15 dias.
Semana passada estava assistindo televisão e PH ao meu lado brincando. Passou uma cena de parto na novela e ele viu e falou com cara de nojo: “Eita! O cocô dela foi um bebê!” Ele nunca tinha visto uma cena daquela e foi logo perguntando: “Mamãe, ela nem precisou ir pro hospital. Como esse bebê saiu?” A tão temida pergunta sobre o nascimento veio bem cedo, mas aproveitei a deixa dele e disse que a mulher fez força e o bebê saiu igual a um cocô. Não sabia o que falar e foi a única coisa que veio na minha mente.
Sexta-feira passada estávamos voltando da escola eu, PH, Thiago e a mãe dele. Aí o Thiago me perguntou se eles poderiam trocar os carrinhos por 15 dias. Falei que sim e Raquel (mãe do Thiago) também deixou. Os dois melhores-amigos trocaram os carrinhos felizes da vida. Quando estávamos chegando em casa, PP perguntou: “Mamãe, quanto é 15 dias?” Eu achei tão lindo, porque eles nem sabem quanto tempo é 15 dias.
Acabo de buscá-lo na escola e há pouco menos de um mês que Pedro Henrique não ganha brinquedos porque está de castigo. Estávamos conversando no elevador sobre o filme que iremos assistir hoje no cinema e ele falou: "Mamãe, eu acho que tem que levar um dinheirinho meu pra comprar alguma coisa pra mim porque eu tô merecendo. Eu se comportei mais do que desobedeci muito." Deu para entender? Ele quis dizer que não desobedeceu muito e ficou mais comportado do que desobedecendo.
Novidade: PP já escreve Pedro Henrique sozinho. Antes era só o Pedro.
Novidade: PP já escreve Pedro Henrique sozinho. Antes era só o Pedro.
1 de outubro de 2009
"Filmes infantius"
Foto antiga do PP brincando.
A semana foi bem tranqüila. Pedro Henrique até que tem se comportado muito bem. Finalmente consegui convencê-lo a jogar uma maquete que Nathália, filha da minha amiga Merylane, deu para ele. Passou a semana inteira servindo de arranjo de mesa aqui em casa e PH brincando adivinha de que? Corridas de carros, é claro. Mas, depois de muita conversa ele deixou que fosse para o lixo.
Hoje fomos almoçar aqui perto de casa num self-service (nem sei se escreve assim mesmo, kkk). Fiz o prato de PP, deixei na mesa com ele e fui fazer o meu. Quando voltei, ele estava com um copo com água na mão e uma mulher que estava na mesa ao lado me disse que ele viu a garrafa de água na mesa dela, foi até lá e disse que estava morrendo de sede. Ela ficou com pena e deu um copo com água. Morri de vergonha. Não satisfeito, pediu para fazer o número 2, em voz alta, bem na hora que estávamos na fila do supermercado. O mais engraçado foi quando estávamos indo embora. PH estava andando e passando a mão em tudo, quando viu uma lixeira daquelas que a tampa gira e não teve dúvida: bateu com a mão para a tampa rodar. Na mesma hora o alarme do mercado disparou por algum motivo e ele achou que tinha sido por sua causa. Aí na saída, um policial fardado estava chegando de moto e eu falei que era para prender quem estava batendo nas coisas. Ele fez uma cara, arregalou os olhos e me perguntou: “Ele vai me prender?” Respondi que estava ali para isso, mas que eu não deixaria. Aí o coloquei no braço e andei rapidinho, falando que precisávamos andar rápido. Ele é bem criança nessas horas e que acredita em tudo o que falo.
PP adora me ajudar na cozinha e vive falando que quando eu tiver alguma dúvida só preciso perguntar à ele, porque sabe fazer tudo. Me deu até uma receita de coxinha que leva “2 colheres de farinha de trigo e um pouco de água”. Fui fazer umas empadas na terça-feira e foi logo me ajudar. Aí deu vontade de fazer xixi e me falou que eu fizesse a parte dele, que era: “você dá 2 batidinhas e vê quantos metros tem a temperatura”. Pense numa ajuda importante!
Ontem fizeram na escola um evento com um padre e uma santa. PH chegou em casa me contando: “Mamãe, eu vi a santa dos pedidos e eu pedi à ela pra pedir a Deus que me dê uma escavadeira igual a de Thiago no meu aniversário”. Esse presente vai render um bocado. Por falar em brinquedos, essa semana ele me disse que “a caminhonete vazou um vazamento no lugar de colocar os brinquedos pra levar pros filhos do pai”. O que isso significa, só ele sabe!
Ontem fomos ao cinema assistir “Pequenos Invasores”. Antes de irmos PH me perguntou se era filme infantil. Respondi que sim e perguntei o por que. Ele respondeu: “É que eu só gosto de assistir filmes infantius”. No começo do filme ele me falou: “Mãe, eu acho que esse filme não é infantil não!” Foi muito engraçado porque teve uma hora no filme que um menino falava para o outro “Não respire! Fumaça alienígena.” Quando olhei para PP, estava com o paninho tampando o nariz. Inteligente para muitas coisas, mas muito infantil para outras.
Hoje fomos almoçar aqui perto de casa num self-service (nem sei se escreve assim mesmo, kkk). Fiz o prato de PP, deixei na mesa com ele e fui fazer o meu. Quando voltei, ele estava com um copo com água na mão e uma mulher que estava na mesa ao lado me disse que ele viu a garrafa de água na mesa dela, foi até lá e disse que estava morrendo de sede. Ela ficou com pena e deu um copo com água. Morri de vergonha. Não satisfeito, pediu para fazer o número 2, em voz alta, bem na hora que estávamos na fila do supermercado. O mais engraçado foi quando estávamos indo embora. PH estava andando e passando a mão em tudo, quando viu uma lixeira daquelas que a tampa gira e não teve dúvida: bateu com a mão para a tampa rodar. Na mesma hora o alarme do mercado disparou por algum motivo e ele achou que tinha sido por sua causa. Aí na saída, um policial fardado estava chegando de moto e eu falei que era para prender quem estava batendo nas coisas. Ele fez uma cara, arregalou os olhos e me perguntou: “Ele vai me prender?” Respondi que estava ali para isso, mas que eu não deixaria. Aí o coloquei no braço e andei rapidinho, falando que precisávamos andar rápido. Ele é bem criança nessas horas e que acredita em tudo o que falo.
PP adora me ajudar na cozinha e vive falando que quando eu tiver alguma dúvida só preciso perguntar à ele, porque sabe fazer tudo. Me deu até uma receita de coxinha que leva “2 colheres de farinha de trigo e um pouco de água”. Fui fazer umas empadas na terça-feira e foi logo me ajudar. Aí deu vontade de fazer xixi e me falou que eu fizesse a parte dele, que era: “você dá 2 batidinhas e vê quantos metros tem a temperatura”. Pense numa ajuda importante!
Ontem fizeram na escola um evento com um padre e uma santa. PH chegou em casa me contando: “Mamãe, eu vi a santa dos pedidos e eu pedi à ela pra pedir a Deus que me dê uma escavadeira igual a de Thiago no meu aniversário”. Esse presente vai render um bocado. Por falar em brinquedos, essa semana ele me disse que “a caminhonete vazou um vazamento no lugar de colocar os brinquedos pra levar pros filhos do pai”. O que isso significa, só ele sabe!
Ontem fomos ao cinema assistir “Pequenos Invasores”. Antes de irmos PH me perguntou se era filme infantil. Respondi que sim e perguntei o por que. Ele respondeu: “É que eu só gosto de assistir filmes infantius”. No começo do filme ele me falou: “Mãe, eu acho que esse filme não é infantil não!” Foi muito engraçado porque teve uma hora no filme que um menino falava para o outro “Não respire! Fumaça alienígena.” Quando olhei para PP, estava com o paninho tampando o nariz. Inteligente para muitas coisas, mas muito infantil para outras.
24 de setembro de 2009
A cópia do Vovô!
Aproveitei que PH está dando um cochilinho para postar as últimas dele. Hoje me deu um trabalhão para tomar banho depois que chegou da escola, porque estava com o joelho ralado. Brincando de correr com a “turma do barulho” da escola, deu uma esbarrada num deles e caiu. Chorou o banho todo e não quer andar porque dói. Deitou no sofá depois do almoço e adormeceu. Tentei levá-lo até a cama, mas não teve acordo. Quis ficar no sofá com a tv ligada e dormindo. Nisso puxou ao avô!
Ontem ele ficou com raiva porque não eu não fiz os benditos bolinhos fritos (receita da minha avó) e brigou comigo parecendo gente grande: “Eu não sou mais o seu ‘fufuco.’ Você só pensa em você. Não pensa em mim e nem no meu pai.” (Fufuco é um apelidinho carinhoso que ele me deu e que nos chamamos assim de vez em quando. Desde novinho dou apelidinhos à ele e agora faz o mesmo comigo.) Tive que ficar séria e depois me escondi para rir. Ele nos surpreende com uns pensamentos ou frases muito adultas às vezes. E que fique registrado que não fiz o bolinho frito porque já tinha feito no dia anterior e o lanchinho já estava pronto e servido.
Há uns dois dias PH me pediu água e exigiu que misturasse gelada e natural. O argumento utilizado por ele foi: “Água misturada é igual a leite: tem cálcio e deixa os ossos fortes.” Ele tem argumento ou justificativa para tudo.
Amanhã é o aniversário de Thiago, o melhor amigo dele da escola. Ontem fui comprar o presente e quando chegou da escola me disse que queria ficar para ele e que não precisaria ir à festa. Me lembrei de uma história que Dona Gracinha (da banca de revista aqui ao lado) acabara de me contar. O filho dela fez o mesmo que PP quando era pequeno. Só que foi mais longe ainda. João Paulo disse que nem gostava de festa, por isso preferia ficar em casa com o presente para ele.
Essa molecada nos surpreende sempre.
Ontem ele ficou com raiva porque não eu não fiz os benditos bolinhos fritos (receita da minha avó) e brigou comigo parecendo gente grande: “Eu não sou mais o seu ‘fufuco.’ Você só pensa em você. Não pensa em mim e nem no meu pai.” (Fufuco é um apelidinho carinhoso que ele me deu e que nos chamamos assim de vez em quando. Desde novinho dou apelidinhos à ele e agora faz o mesmo comigo.) Tive que ficar séria e depois me escondi para rir. Ele nos surpreende com uns pensamentos ou frases muito adultas às vezes. E que fique registrado que não fiz o bolinho frito porque já tinha feito no dia anterior e o lanchinho já estava pronto e servido.
Há uns dois dias PH me pediu água e exigiu que misturasse gelada e natural. O argumento utilizado por ele foi: “Água misturada é igual a leite: tem cálcio e deixa os ossos fortes.” Ele tem argumento ou justificativa para tudo.
Amanhã é o aniversário de Thiago, o melhor amigo dele da escola. Ontem fui comprar o presente e quando chegou da escola me disse que queria ficar para ele e que não precisaria ir à festa. Me lembrei de uma história que Dona Gracinha (da banca de revista aqui ao lado) acabara de me contar. O filho dela fez o mesmo que PP quando era pequeno. Só que foi mais longe ainda. João Paulo disse que nem gostava de festa, por isso preferia ficar em casa com o presente para ele.
Essa molecada nos surpreende sempre.
16 de setembro de 2009
Abaixo o tabagismo!
Essa semana Pedro Henrique protagonizou uma cena muito engraçada. Estávamos vindo do supermercado que tem aqui pertinho de casa. Tinha chovido muito e ainda estava chuviscando. Ele veio o caminho todo reclamando que a chuva estava sujando a camisa dele. Quando chegamos ao prédio, ainda na garagem, ele soltou a minha mão. Falei para ter cuidado porque tinha muita lama, que formou com a água da chuva e a sujeira preta que tem nas garagens de prédios. Ele se distraiu olhando o pedreiro que estava trabalhando e só ouvi a pancada e o choro. PP caiu de barriga e cara na lama. Tinha lama até na boca. Quase não para de chorar. Só ralou um pouco o braço e a testa. Depois que o socorri e que vi que estava tudo bem, achei muito engraçado. Faltou uma filmadora bem na hora para registrar essa cena.
Ontem estávamos subindo no elevador quando um senhor,bem vestido, de camisa social e gravata, entrou. Ele tinha acabado de fumar e jogar a piola do cigarro fora, mas do mal cheiro ele não conseguiu se livrar. Ele ficou parado, em frente ao painel dos botões do elevador e PH começou a encará-lo. Como o homem não olhava, ele foi para frente e ficou olhando bem na cara dele, até que o senhor olhou. PH falou, abanando o nariz: “Eco! Que nojo! Que catinga de fumaça!” Fiquei morta de vergonha, mas o homem levou na esportiva e disse: “É, meu filho, nunca faça isso.”
PP é muito enjoado com várias coisas. Tento combater, mas as vezes não consigo. Ele acha feia gente gorda (nisso incluem-se o pai e a mãe, kkk), não gosta de gente velha e nem de mau cheiro. Ontem ele me falou: “Eu te amo, mamãe. E sempre vou te amar, até você ficar velha.” Aí perguntei se ele me amará quando eu estiver velha. A resposta não poderia ser outra: “Aí eu não vou te amar porque você vai ser velha, com a pele cheia de carocinhos e vai ser uma vovozinha.”

Ele voltou a dar trabalho para comer. Mas não é todo dia. Tem dias que come mais do que eu, mas não acontece sempre. Ele sempre tem uma desculpinha nova. Semana passada ele falou: “Mãe, não é que eu não quero comer mais não. É que as minhas pernas tão cansadas. Elas não vão agüentar o peso da comida que ta entrando e indo pra elas. Se eu comer mais, as minhas pernas vão ser esmagadas.” Haja criatividade!
Ontem estávamos subindo no elevador quando um senhor,bem vestido, de camisa social e gravata, entrou. Ele tinha acabado de fumar e jogar a piola do cigarro fora, mas do mal cheiro ele não conseguiu se livrar. Ele ficou parado, em frente ao painel dos botões do elevador e PH começou a encará-lo. Como o homem não olhava, ele foi para frente e ficou olhando bem na cara dele, até que o senhor olhou. PH falou, abanando o nariz: “Eco! Que nojo! Que catinga de fumaça!” Fiquei morta de vergonha, mas o homem levou na esportiva e disse: “É, meu filho, nunca faça isso.”
PP é muito enjoado com várias coisas. Tento combater, mas as vezes não consigo. Ele acha feia gente gorda (nisso incluem-se o pai e a mãe, kkk), não gosta de gente velha e nem de mau cheiro. Ontem ele me falou: “Eu te amo, mamãe. E sempre vou te amar, até você ficar velha.” Aí perguntei se ele me amará quando eu estiver velha. A resposta não poderia ser outra: “Aí eu não vou te amar porque você vai ser velha, com a pele cheia de carocinhos e vai ser uma vovozinha.”

Ele voltou a dar trabalho para comer. Mas não é todo dia. Tem dias que come mais do que eu, mas não acontece sempre. Ele sempre tem uma desculpinha nova. Semana passada ele falou: “Mãe, não é que eu não quero comer mais não. É que as minhas pernas tão cansadas. Elas não vão agüentar o peso da comida que ta entrando e indo pra elas. Se eu comer mais, as minhas pernas vão ser esmagadas.” Haja criatividade!
Primeira foto de PH com o papai.
E haja curiosidade também. Ele me perguntou quem nasce em João Pessoa o que é. Aí respondi que é pessoense. Então perguntou se Painho é pessoense. Falei que não, que ele e Mainha nasceram em Pombal, no interior. Ele foi logo me dando uma aula sobre a sua origem: “Não. Não é assim não. Olhe, vocês tavam na barriga de outra pessoa. Aí vocês nasceram e cresceram e Deus apareceu, aí vocês pediram eu. Mas aí eu vim errado.” Perguntei o por que dele ter vindo errado e falou: “Eu vim desobediente. Mas eu não tô desobediente mais não, viu? Não precisa mais me devolver na concessionária.” Ele estava desobedecendo muito dia desses, aí o pai inventou que se continuasse assim, iria lá na loja que o comprou e trocaria por um menino obediente.
4 de setembro de 2009
O soldado mais lindo da tropa.
Essa última semana aqui em casa foi bem tranqüila porque PH estava gripado. Febre é a única coisa que faz ele acalmar e ficar quieto e foram três dias seguidos de moleza, ou como ele diz: “moneza”. Para compensar, desde ontem ele não pára um só minuto. Acabou a febre, acabou a paz. Ainda não o mandei a escola porque, da mesma forma que não gostaria de ver uma criança gripada perto dele, sei que nenhuma outra mãe quer. Então já dá para imaginar como está aqui em casa: tudo revirado. Brinquedo espalhado em cima da mesa, da cama, pelo chão. O pior é que sempre que mando guardar, Pedro Henrique diz que não pode porque está muito cansado, com as mãos fraquinhas que não conseguem segurar nada. Aí faz cara de cansaço, curva os ombros e mostra os braçinhos sem força. É muito engraçado!
Fui descansar um pouco hoje e por duas vezes me furei com palitos de dente por baixo dos lençóis. Ele subiu num banquinho (o que usa para ficar mais alto para escovar os dentes e para ficar de castigo) e pegou os palitos que estavam na bancada da cozinha. Colocou vários espetados numa folha de caderno e disse que era um recado para o pai. Só que depois, tirou todos eles do papel e brincou que eram carrinhos e estavam numa corrida em cima da cama. Haja criatividade!
A novidade da semana é que comprei uma revistinha para ele chamada “Brincando e Aprendendo” e, por incrível que pareça, PP já está fazendo caça-palavras sozinho. Ele olha a ordem das letras e procura o que está igual. Fiquei boba, mas o moleque faz direitinho. E já faz palavra-cruzada também. É claro que para crianças, mas ele só tem 4 anos e já reconhece todas as letras e escreve algumas.
Fui descansar um pouco hoje e por duas vezes me furei com palitos de dente por baixo dos lençóis. Ele subiu num banquinho (o que usa para ficar mais alto para escovar os dentes e para ficar de castigo) e pegou os palitos que estavam na bancada da cozinha. Colocou vários espetados numa folha de caderno e disse que era um recado para o pai. Só que depois, tirou todos eles do papel e brincou que eram carrinhos e estavam numa corrida em cima da cama. Haja criatividade!
A novidade da semana é que comprei uma revistinha para ele chamada “Brincando e Aprendendo” e, por incrível que pareça, PP já está fazendo caça-palavras sozinho. Ele olha a ordem das letras e procura o que está igual. Fiquei boba, mas o moleque faz direitinho. E já faz palavra-cruzada também. É claro que para crianças, mas ele só tem 4 anos e já reconhece todas as letras e escreve algumas.
Por causa da gripe de PP, não tenho muito o que postar. Ficamos de castigo em casa e ele quase não aprontou nada. O lado bom da gripe, se é que existe lado bom em ver um filho doente, é que ele fica mais carinhoso. Me abraçou e beijou várias vezes ao dia. Mas como está melhor, já está voltando ao normal. Hoje ele falou que vai pedir ao pai para trocar de mãe porque estou muito chata e brigando muito com ele.
25 de agosto de 2009
Diversão
No final de semana passado levamos PP ao Mirabilândia, um parque bem legal que tem aqui em Recife. Ele adorou durante quase todo o tempo que passou lá. Só não gostou de um brinquedo que foi com o pai, que é uma canoa que desce num toboágua, e quando viu o pai indo na montanha-russa. Samuelson venceu o medo e foi numa montanha-russa com looping. PP não queria que ele fosse. Foi muito bom assistir à toda aquela diversão de Pedro Henrique. Mas como sempre, quando voltávamos para casa, ele falou que não gostou de ter ido. O rapazinho nunca fica satisfeito com nada. Ele brinca, se diverte, mas na hora de ir embora, tudo foi ruim e “o pior dia da vida” dele. Na escola, nos parques, na Igreja, em festinhas de aniversário... Em todos os lugares e eventos é assim.
Por falar em escola, a freqüência dos alunos não está a mesma na salinha dele por causa da gripe suína. Thiago, seu melhor amigo, não foi nos primeiros dias. Semana passada perguntei se o Thiagão, como ele está chamando, tinha ido à aula e achei linda e engraçada a resposta: “Ele foi, mas tava meio ‘tistinho’ porque tava com a cabeça com um dodói. Eu até achei que o gato tinha comido a língua dele, mas não comeu não, porque depois ele falou comigo”. Estávamos fazendo a tarefinha da escola e a preguiça bateu. Quando briguei, falou: “Ai meu senhor da vida! Me dá paciência pra eu agüentar essa minha mãe chata!” Em outra ocasião, brigando pela mesma preguiça em fazer a tarefa ele falou: "Calma, calma! Controle o seu esforço. Eu não sei o que está acontecendo com essa sua cabecinha de formiguinha." Provavalmente essa é uma fala de algum filminho que ele assistiu.
Dando banho para dormir, PH perguntou pela escova de dentes dele. Perguntei o que ele queria com a escova e ele falou: “É só pra saber se você colocou em outro guardamento”. O significado dessa palavra é armário, segundo o próprio autor. Na hora de dormir ele falou para o pai: “Ô pai, você não ronca não, tá? Dorme mesmo assim.” Isso porque Samuelson não estava roncando e PP falou que não consegue dormir direito com o ronco do pai. A hora de dormir é uma comédia aqui em casa, porque PP sempre inventa alguma coisa depois que apagamos a luz. Ou está com a “sede pregada” ou com a “barriguinha sequinha”. Dia desses ele falou: “Mamãe, eu tô sentindo uma coisa no meu pulmão.” Perguntei onde era o pulmão e ele falou que é na barriga. Aí disse: “Tem um biscoito pregado no meu pulmão que tá me dando fome e sede.” Às vezes ele faz um rodeio, arranja uma justificativa só para não brigarmos por pedir para lanchar depois que está deitado para dormir.
Palavrinhas novas:
*tectano = apertando botões que criam armadilhas.
*coisinegiênica = batida de carro enorme
* surpresamente = ?
Por falar em escola, a freqüência dos alunos não está a mesma na salinha dele por causa da gripe suína. Thiago, seu melhor amigo, não foi nos primeiros dias. Semana passada perguntei se o Thiagão, como ele está chamando, tinha ido à aula e achei linda e engraçada a resposta: “Ele foi, mas tava meio ‘tistinho’ porque tava com a cabeça com um dodói. Eu até achei que o gato tinha comido a língua dele, mas não comeu não, porque depois ele falou comigo”. Estávamos fazendo a tarefinha da escola e a preguiça bateu. Quando briguei, falou: “Ai meu senhor da vida! Me dá paciência pra eu agüentar essa minha mãe chata!” Em outra ocasião, brigando pela mesma preguiça em fazer a tarefa ele falou: "Calma, calma! Controle o seu esforço. Eu não sei o que está acontecendo com essa sua cabecinha de formiguinha." Provavalmente essa é uma fala de algum filminho que ele assistiu.
Dando banho para dormir, PH perguntou pela escova de dentes dele. Perguntei o que ele queria com a escova e ele falou: “É só pra saber se você colocou em outro guardamento”. O significado dessa palavra é armário, segundo o próprio autor. Na hora de dormir ele falou para o pai: “Ô pai, você não ronca não, tá? Dorme mesmo assim.” Isso porque Samuelson não estava roncando e PP falou que não consegue dormir direito com o ronco do pai. A hora de dormir é uma comédia aqui em casa, porque PP sempre inventa alguma coisa depois que apagamos a luz. Ou está com a “sede pregada” ou com a “barriguinha sequinha”. Dia desses ele falou: “Mamãe, eu tô sentindo uma coisa no meu pulmão.” Perguntei onde era o pulmão e ele falou que é na barriga. Aí disse: “Tem um biscoito pregado no meu pulmão que tá me dando fome e sede.” Às vezes ele faz um rodeio, arranja uma justificativa só para não brigarmos por pedir para lanchar depois que está deitado para dormir.
Palavrinhas novas:
*tectano = apertando botões que criam armadilhas.
*coisinegiênica = batida de carro enorme
* surpresamente = ?
12 de agosto de 2009
PP e Lu
Acabo de ver meu filho, sonâmbulo, levantar da cama, abrir a porta do quarto, brigar comigo dizendo: “Você não! Você não!”, deitar no sofá e continuar dormindo. Fiquei meio sem entender, porque achei que ele estava acordado, mas mandei voltar para a cama e não tive resposta. Quando olhei direito, estava de olho fechado dormindo. Rsrsrs... Ele tem dessas de vez em quando. Fala dormindo, chora e até levanta da cama.Passamos a última semana em João Pessoa. Pegamos uma carona com meus pais que estavam aqui com uma prima que veio pegar o visto para os Estados Unidos. E por falar em Estados Unidos... SILVIA VAI CASAR!!! Finalmente o casório vai sair e será no final de outubro. A nossa família vai se diversificando mais. Tem PP de cabelo e olhos escuros, Luiza que é galêga dos olhos azuis e teremos os filhos de Silvia, que serão branquelinhos e de olhos bem puxadinhos, porque o noivo dela é de família chinesa mas nasceu nas Filipinas.
Mas voltando ao personagem principal desse blog, PP se divertiu muito nos últimos dias. Brincou e brigou bastante com Luiza que, cá pra nós, não tem nada de bôba. Ela pegou um brinquedo de PH e quando ele foi pegar de volta, deu um apertão na galêga. Ela não deu bobeira e deu uma dentada no rosto de PP. A marca dos dentinhos ficou uns 3 dias. Quando fui brigar com ela, fez de conta que nem estava ouvindo. A moleca é muito sem vergonha. Ela e PP estavam arrastando as cadeirinhas de plástico deles que tem na casa de Mainha e eu reclamei. Falei que quem fizesse novamente eu tomaria a cadeira. PP parou, porque sabe que eu cumpro o que falo, mas Lu olhou bem nos meus olhos e continuou empurrando me encarando. Ela desafia qualquer um. A galêga da titia é desobediente mesmo. Só quem tem moral é o pai.
Já PH está melhorando a cada dia. Parou de bater nos outros quando fica com raiva. Ele faz uma careta, aperta bem as mãos e reclama. Mas bater, graças à Deus, nunca mais. Nesses dias lá em Mainha ele aprontou muito. Reclamou de Painho, como sempre. Acordou Painho fazendo batucada e brincou muito. Na terça-feira ele falou para Simone que queria trocar de mãe, que queria ser filho dela. Quando viu que eu escutei, ficou todo sem graça. Falei que iria embora, já que ele não me queria mais como mãe e ele falou para a tia que só trocaria de mãe quando fizesse 5 anos e que eu deveria ficar com ele até lá. Na quarta-feira Simone voltou a perguntar sobre a troca de mãe e teve como resposta: “Querer eu quero, mas não posso”. Aí a tia perguntou o porquê e ele falou: “Porque minha mãe me explicou que Deus faz os filhos pras mães e Ele contratou ela pra ser minha mãe”. Quase nos acabamos de rir.
Deus, na concepção de PP, pode fazer qualquer coisa e resolve todos os problemas. Dia desses Samuelson comeu chocolate na cama e sujou um pouco. Eu aproveitei a oportunidade e mostrei para PP o porquê de não poder comer no quarto. No outro dia ele viu que a mancha não estava mais lá e falou: “Olha mamãe, o que o poder de Deus fez. Ele tirou a sujeira de chocolate no lençol”. Na quinta-feira fiz brigadeiro para comemorar um espinho que conseguimos retirar do pé de Luiza, depois de muita luta e muito choro. Foram dois para segurar e um para tirar. PP queria que fizesse a bolinha, mas não deu tempo porque já era noite. Na hora de dormir ele falou bem sério: “Mamãe, por que você anda desobedecendo tanto à Deus?” Perguntei o que tinha feito e ele disse: “Você não escova os dentes direito, não sabe fazer uma comida gostosa e não fez a bolinha do brigadeiro”. A questão dos dentes é porque estou fazendo um tratamento e justifico minhas saídas dizendo que estou fazendo isso porque não escovei os dentes direito quando era criança. Dessa forma, ele me deixa escovar os seus sem reclamar. Continuei, perguntado quem faz uma comida gostosa. Adivinha só a resposta? “TIA SIMONE!” Sempre ela. É a mulher mais bonita, a mais inteligente, a pessoa que ele mais ama e agora, a que faz a melhor comida. O mais interessante é que ela não cozinha. São raras as vezes que vai para o fogão. Rsrsrs... E não foi só ele. Simone teve seu troco. Luiza queria que Simone dormisse com Pedro Henrique porque ela dormiria comigo. Coisa mais linda da titia!!! Na terça-feira ela disse que só gostava de mim e de mais ninguém. Olha aí o troco para a tia preferida de PP. kkk
Mas PH fala essas coisas da tia, mas não desgruda da mãe. Se eu perguntar quem ele gosta mais, responde que sou eu. Ele está na idade das pequenas mentirinhas. Por falar em mentirinhas, há umas duas semanas atrás eu estava vestindo PP para sairmos e ele quis pentear os cabelos para frente. Quando falei que ficava feio, ele olhou com cara de bravo e disse: “Mamãe, você sempre diz que eu sou lindo de todo jeito. Você tá mentindo pra mim?” Ele pega tudo pela palavra e lembra de tudo o que acontece sempre. Nunca vi uma memória tão boa como a dele.
Mas PH fala essas coisas da tia, mas não desgruda da mãe. Se eu perguntar quem ele gosta mais, responde que sou eu. Ele está na idade das pequenas mentirinhas. Por falar em mentirinhas, há umas duas semanas atrás eu estava vestindo PP para sairmos e ele quis pentear os cabelos para frente. Quando falei que ficava feio, ele olhou com cara de bravo e disse: “Mamãe, você sempre diz que eu sou lindo de todo jeito. Você tá mentindo pra mim?” Ele pega tudo pela palavra e lembra de tudo o que acontece sempre. Nunca vi uma memória tão boa como a dele.
Essa semana é a volta as aulas. No dia que dorme cedo, acorda um doce e muito animado. Mas no dia que dorme tarde, acorda de birra e reclama de tudo. Passa o dia assim. Só nos resta esperar essa readaptação.
3 de agosto de 2009
Tudo "corolido".
Estou fazendo um tratamento com uma dentista super gente boa aqui mesmo em Boa Viagem. Por coincidência, tive algumas consultas marcadas no mês de férias de PP e ele foi a todas comigo. Eu deitada na cadeira de boca aberta e PP sentado no meu colo olhando o que a dentista estava fazendo e, para não perder o costume, conversando muito com ela. Por ter um filho ainda novinho, Dra. Marina teve muita paciência. Até flúor nos dentes de PP ela passou, sem estar agendado. Todas as vezes ele saiu de lá com uma luva cirúrgica cheia de ar, como um balão. E da última vez, ganhou duas escovas de dentes. Na verdade uma realmente ganhou, mas a segunda ele abriu a gaveta e pegou na cara dura. E hoje quis pegar mais e pediu que ela colocasse o “chicletinho” (flúor) mais uma vez. Tem duas coisas que ele gosta de fazer: escovar os dentes sozinho e lavar as mãos.
Mas essa higiene toda não é em tudo. Hoje eu tentei lavar o paninho que ele dorme alisando e a resposta foi: “Mamãe, vamos usar a lógica. Você lava só o seu paninho e deixa o meu sem lavar”. Por sinal, o paninho dele realmente precisa ser lavado. Originalmente é branco, mas está marrom porque não desgruda dele. Por falar em cores, ontem ele foi pedir para tirar o plástico de um pirulito e me falou: “Olha mamãe, ele é ‘corolido’!” Aí tentei ensinar a maneira correta de falar e ele retrucou: “Isso mesmo. Como eu falei: co-ro-li-do.” Ele tem um excelente vocabulário, mas às vezes escorrega numas coisas que fazem a gente rir muito.
Neste último sábado saímos para comprar algumas coisas e entramos numa livraria. PP agarrou um livrinho e bateu o pé para comprar. De tanto dar escândalos para comprarmos as coisas para ele, eu fiz um trato com Samuelson de passar uns dias sem dar nada. Então falei que não compraria. Mas o danado continuou insistindo e eu comecei a dar justificativas. Em uma delas eu falei que ele não sabe ler e que tem que prestar atenção nas aulas para aprender. Como a última palavra tem sempre que ser dele, a resposta foi: “Eu sei contar historinhas. Eu não sei ler, mas eu sei ver.” Pedro Henrique sempre tem resposta para tudo.
Mas essa higiene toda não é em tudo. Hoje eu tentei lavar o paninho que ele dorme alisando e a resposta foi: “Mamãe, vamos usar a lógica. Você lava só o seu paninho e deixa o meu sem lavar”. Por sinal, o paninho dele realmente precisa ser lavado. Originalmente é branco, mas está marrom porque não desgruda dele. Por falar em cores, ontem ele foi pedir para tirar o plástico de um pirulito e me falou: “Olha mamãe, ele é ‘corolido’!” Aí tentei ensinar a maneira correta de falar e ele retrucou: “Isso mesmo. Como eu falei: co-ro-li-do.” Ele tem um excelente vocabulário, mas às vezes escorrega numas coisas que fazem a gente rir muito.
Neste último sábado saímos para comprar algumas coisas e entramos numa livraria. PP agarrou um livrinho e bateu o pé para comprar. De tanto dar escândalos para comprarmos as coisas para ele, eu fiz um trato com Samuelson de passar uns dias sem dar nada. Então falei que não compraria. Mas o danado continuou insistindo e eu comecei a dar justificativas. Em uma delas eu falei que ele não sabe ler e que tem que prestar atenção nas aulas para aprender. Como a última palavra tem sempre que ser dele, a resposta foi: “Eu sei contar historinhas. Eu não sei ler, mas eu sei ver.” Pedro Henrique sempre tem resposta para tudo.
Vou dormir agora, porque amanhã começamos a acordar cedo por causa das aulas de PP. Tenho mais coisas para postar, mas só amanhã. Beijos...
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