21 de julho de 2009

Fotos








































Viagem ao sertão.

Viajamos à Pombal, no sertão da Paraíba, para acompanhar meus pais num casamento que foram convidados. Na verdade fui pela viagem e para rever parte da minha família que mora lá, além do sítio onde passei quase todas as férias durante a minha infância. PP se comportou muito bem, tanto nos 370 km de ida, como nos de volta. Ficou a maior parte do caminho sentado na sua cadeirinha, com cintos afivelados, sem reclamar. Se todos os pais ou responsáveis fizessem um pequeno esforço e transportasse seus filhos em segurança nessas cadeiras, evitaríamos muitas tragédias no trânsito.

Durante a nossa ida, paramos em Patos na casa de uns primos de Painho. PP ouviu um galo cantar pela primeira vez e disse: “Mamãe, esse cachorro tá me atrapalhando!” Quase morremos de rir, porque ele achou que era só um cachorro que latia diferente.

Mas voltando à viagem, foi maravilhosa. Revi meus tios que moram lá, meus primos, primas e seus filhos. Cada um mais lindo que o outro. PH teve muitos priminhos que não conhecia para brincar e aprontar. O que ele mais brincou foi Guilherme, que é neto do meu primo Bebeto, que não tive o prazer de encontrar porque estava viajando. Ele é muito esperto e bem danadinho. Protagonizou muita bagunça e gritaria junto com PP. Até uma banda de mentirinha eles fizeram, cantando, batucando, tocando violão e dançando. Foi muito legal!

Fomos ao sítio da nossa família, que estava muito lindo, todo verdinho e com o açude cheio. Passamos na casa de uma família de amigos que moram lá desde que nos entendemos por gente e PP saiu chorando porque não queria ir embora. Dois netos desse casal estavam lá e eles, literalmente, deitaram e rolaram na terra. Tivemos que dar banho antes de voltarmos à cidade. Pedro Henrique viu muitas coisas que nunca tinha visto. Passou a mão num carneiro, montou num jumento... Foi tudo muito diferente do cotidiano dele.
Continuarei em outra postagem, para não ficar muito longa. Beijos.

7 de julho de 2009

Mestre cuca.


Passamos alguns dias na cada do meu tio, num condomínio rural e PP, como sempre, se soltou. Basta dizer que até banho de irrigador ele e Luiza tomaram. Ele de shortinho e Lu, com toda a inocência dos seus 2 aninhos, baixou a calça e tomou banho pelada. Quase sentava no irrigador para molhar o bumbum. Foi uma confusão para tirar os dois da brincadeira. Eles estavam abrindo uma torneira para brincar, então, minha prima Denyse, teve a idéia de ligar o tal irrigador para ver a bagunça que fariam. Foi o máximo! Como da outra vez, andaram de pônei, de charrete, brincaram com terra e água, fazendo a maior lambança. Mas o mais importante é que se divertiram muito. Dessa vez levei Luiza porque minha irmã iria trabalhar o dia todo e ela perderia essa farra se esperasse pela noite. Embora seja cheia de vontade, não deu trabalho. Foi uma verdadeira mocinha. Descobri que longe dos pais e da avó ela fica muito mais comportada e obediente. 100% das crianças são assim, não é?

Dia desses fui fazer uma torta de frango e PP me disse que não fizesse, porque me daria uma receita de uma torta de lingüiça muito gostosa que sabe fazer. Eu perguntei como era e começou? “Você pega a lingüiça, coloca de molho, corta ela e coloca os pedacinhos no liquidificador, aí coloca junto daquele molhinho de barrinha de cereal, depois chocolate, aí você bota uma maçã em cima, aí mistura com a massa e mistura com o chocolate e mais lingüiça, aí tem que botar no forno a massa. Faz a torta todinha e a lingüiça fica dentro.” É impossível saber que gosto teria, não é? Ele adora ficar na cozinha comigo. Geralmente tenho que brigar, porque quer me ajudar o tempo todo e morro de medo dele se machucar. Fazer ele quer, mas comer que é bom, nada. Não deixa de brincar para comer de maneira nenhuma. Quase sempre que saímos me dá um trabalhão para fazer qualquer uma das refeições.

Às vezes tentamos cansá-lo levando-o para brincar, correr e se exercitar bastante para ver se dorme cedo, mas nós que ficamos cansados. Ele tem muita energia e não sei onde recarrega a bateria, porque está sempre na ativa. Passou X-Man 2 na televisão e quando viu a propaganda foi logo se empolgando para assistir. Dei uma canseira e não o deixei dormir à tarde para ver se desistia, mas não funcionou. Depois da primeira parte eu já estava morrendo de sono, aí falei que no intervalo iríamos tomar banho e dormir, porque já era muito tarde. De imediato respondeu: “Eu gosto muito de dormir tarde. Chega de depender de você. Eu vou assistir esse filme.” Cada dia que passa ele se sente mais independente e dono do próprio nariz. Exige que nós façamos ou compremos algo que quer e faz chantagem o tempo todo. Diz: “Minha vida tá ficando tão pequenininha.” É impressionante o poder de persuasão que esse moleque tem. Na maioria das vezes eu não caio nas armadilhas dele, mas o pai, sempre. Cai na gargalhada e faz as vontades. Quando dou uma bronca nos dois, se juntam contra mim e dizem que sou chata. Fazem uma verdadeira revolução em casa. Eles são tão cúmplices que falei para PH acordar o pai para tomar banho e ele falou: “Não, que eu não quero invadir a área dele.”

21 de junho de 2009

Curso de defesa pessoal

Na escola de PH tem um menino que adora bater em todos, independente de tamanho ou sexo. Já bateu dos coleguinhas até as professoras e ninguém consegue para-lo, porque ainda não encontrou alguém que devolva na mesma moeda. Samuelson resolveu dar um curso intensivo de defesa pessoal para que PP não apanhe, ou, se apanhar, bata também. Em cima da cama, o pai fazia de conta que era o menino que bate e quando simulava um tapa em PP perguntava o que ele iria fazer. O mais engraçado é que, toda vez que o pai fazia de conta que estava batendo, PH caía na cama morrendo de rir e não devolvia com o golpe que estava aprendendo. Tão molenga quanto o pai na infância.
Hoje estavam os dois, mais uma vez, treinando os benditos golpes e PH saiu com uma que não sabemos de onde tirou: "Papai, me dá outro golpe, mas que não machuque o meu cérebro, porque esses golpes machucam o meu cérebro." Ele foi fazer uma homenagem aos pastores da Igreja agora a noite junto com as outras crianças e foi muito engraçado, porque parecia que ele estava em outro mundo. As crianças paradinhas, prestando atenção e ele pulando, rodando e aperreando os outros meninos. É muito engraçado! As vezes temos a impressão de que ele criou um universo só dele para todas as vezes que não está interessado no que acontece ao seu redor. E nesse universo, a lei é brincar.

19 de junho de 2009

A matutinha mais linda do mundo!!!


































Matutinho da Paraíba!!!


Ontem PH fez prova de matemática e hoje de conhecimentos gerais. Segundo a professora, se saiu muito bem nas duas e foi o primeiro da turma a terminar a de matemática. Agora só nos resta esperar pelas notas.

Ontem a noite, brincando de carrinho, Pedro Henrique falou: "Mamãe, foi um salto e tanto. Um salto de 9 metros. O Camaro tá ganhando a corrida a meia roda. O Camaro faz cada 'anobra' radical. Tem uma que vira um avião, outra que vira um 'henicópito'. Ele fez uma 'Toconiamágena', que ele pula, vôa e põe a asa num guincho. E quando vem alguma coisa bem forte, se coloca num balão, aí o guincho guincha e fica pendurado." Isso tudo foi só para contar que um dos seus carrinhos, chamado Camaro, fez uma manobra legal chamada "Toconiamágena". Haja imaginação!

Para comemorar o início das férias, fomos ao shopping lanchar e comprar um brinquedinho para ele. Hoje foi um dia chuvoso aqui e a rua estava cheia de poças de água. Fui de casa ao shopping reclamando por PP pular e pisar na água. Numa dessas ele molhou minhas pernas. Briguei com ele e limpei na sua bermuda. A resposta foi: "É você que vai lavar minha roupa!" Aí falei que não lavaria mais e ele disse: "Se você não lavar, nunca mais eu vou na escola, porque Tia Bia vai me achar feio." Aí comecei a provocar para ver o que ele falaria e perguntei quem havia dito que ele é bonito. Zangado, começou a falar: "Eu sou bonito sim. Eu sou igualzinho ao meu pai." Perguntei quem havia dito que o pai dele é bonito e ele: "Eu que tô dizendo. O meu pai é muito bonito e eu sou muito parecido com ele." Quando os dois estão na paz, o amor é grande e o pai é o mais bonito de casa. Quando brigam, é o contrário.

17 de junho de 2009

Primeiro dia de prova


Primeira vez que PH escreveu seu nome sem ajuda.
Essa semana está bem tensa aqui em casa. Pedro Henrique está fazendo provas na escola. Hoje foi de português e amanhã será de matemática. Ontem tivemos uma tarde bastante tumultuada, porque PH não consegue se concentrar em nada que diga respeito a tarefas. Brincar é com ele mesmo, mas quando a coisa fica séria, faz de conta de que não é com ele. Mas depois de muita confusão, consegui que ele fizesse o nome dele e as vogais a-e-i-o. Ele sabe todas as letras do alfabeto há muito tempo, mas escrever que é bom, nada. Perguntei a Tia Bia como ele tinha se saído na sua primeira prova e ela disse que ele fez tudo direitinho, só errou numa questão que era para pintar e ele empolgou e pintou mais do que deveria. Mas que foi falta de atenção mesmo. Ontem até que estávamos preocupados, mas já relaxamos. Ele só tem 4 anos e a prova é meio que de brincadeira. Em um momento da nossa luta para estudar, ele disse que eu deveria parar de olhar para ele e ficar olhando para o vidro da mesa porque ele não estava conseguindo se concentrar. Outra hora deu um tapa na própria cabeça e disse: "Mais uma vez eu meto a mão na cabeça por causa da minha imaginação". E fez uma careta de menino bôbo. Tudo é desculpa para não fazer os exercícios. Samuelson chegou do trabalho ontem e PP estava assistindo "Vida de Inseto", já no finalzinho do filme. Aí o pai perguntou se ele estava preparado para a prova e ele respondeu: "Eu tô preparado pra assistir o final desse filme".


Filme é com ele mesmo. De tanto assistir junto, já sei quase todas as músicas do Backyardigans. Comecei a cantar junto outro dia e ele disse: "Para de falar, assim eu não 'ouvo' nada". Nesse mesmo filminho ele falou, repetindo o que ouviu: "Esse carro tá indo pra 'insiada da catráfofi". Na verdade era "enseada da catástrofe". Assistindo a tv dia desses, passou a propaganda do filme "A mulher invisível". PP deu um grito: "Mamãe! 'Mulher imbrusiva', hoje nos cinemas. Eu quero ir". Todo filme que passa a propaganda falando que está nos cinemas, ele pede para ir, independente do gênero, se é infantil ou não. Sempre que tem um filminho infantil em cartaz, procuramos levá-lo para assistir. Ele adora ir ao cinema.


14 de junho de 2009

Estudante nota ... deixa pra lá!





Pedro Henrique e seu melhor amigo, Thiago.



Olá! Depois de passar uma hora e meia digitando uma nova postagem, meu belíssimo computador fez o favor de apagar tudo e salvar uma página em branco. Deu-me vontade de chorar. Mas já me acalmei e, embora seja madrugada, vou digitar tudo novamente. Finalmente o meu celular está funcionando e posso postar tudo que está atrasado. Tenham paciência para ler, porque é muita coisa, mas vale a pena.

PH está numa fase muito engraçada. O que espero que não passe nunca, porque é muito divertido. Descobri a fórmula para fazê-lo comer bem nas refeições. O único problema é que não agüento mais fazer de conta que estou comprando carrinhos, caminhões ou aviões. Ele faz uma fila com os brinquedos e eu tenho que comprar todos. O bom é que ele sempre pergunta se precisa comer tudo e até quando fazemos alguma refeição fora de casa, não me dá mais trabalho. Outro dia ele fez uma corrida “tremosa” que, segundo seu dicionário, quer dizer “uma corrida cheia de carros”. Fomos almoçar num restaurante de fast food chamado Bugaloo e tinha um segurança que ficava de pé o tempo todo. PP me perguntou o por que daquele “guarda” estar lá e falei que era para ver quem deixava comida no prato. Em um determinado momento parei de dar a comida porque ele já estava satisfeito, mas continuava comendo para o guarda não brigar.

Carro é a grande paixão da vida dele. Quase sempre tem um na mão. Quando não está brincando com eles, está vidrado na televisão assistindo seus dvd’s. Os que ele mais gosta, além dos de corridas de carro, são os dos Backyardigans. Em um dos desenhos a Tasha fala sobre o “gêiser borbulhante do deserto de Gobi” e PP fala o “xízer bobulante do deserto de Gómis”. Ele ainda fala como entende e não aceita correções. Perdi a conta de quantas vezes o corrigi quando fala “anobras” ou “nobras” no lugar de manobras. Sabe aquela história de “o cliente sempre tem razão”? Com Pedro Henrique, ele sempre tem razão. Em outra ocasião ele falou: “De agora em diante só vou assistir ‘tô com medo de você.” Que é outro episódio dos tais Backyardigans, aos quais devemos grande parte do vasto vocabulário do nosso filho. Outro desenho que foi engraçado quando compramos foi “Mogli, o menino lobo”. PP chamou de “Bobi, o menino bobo.” Às vezes o deixamos assistir tv aberta, dependendo do que esteja passando. Ele já tem os programas preferidos que não deixa de assistir. Auto Esporte, da Globo, o deixa olhando para a televisão sem nem piscar. Ele fala que é o seu programa. Até o xixi segura para não perder um só modelo de carro e ainda escolhe o que terá no futuro. Assistindo uma propaganda do enxaguante bucal Listerine ele me chamou eufórico: “Mamãe, tu não vai acreditar um Listeringue que deixa todos os ‘dengos’ fortes e a ‘gingiba’ saudável!”

Mas como tudo tem um lado negativo, não podemos passar pela Redetv no domingo a noite. Ele não pode ver as paniquetes do Pânico que fica mandando deixar lá porque ele adora ver mulher pelada na praia ou de biquíni. É a maior confusão! Ele já tem um padrão de beleza na cabecinha e isso fica mais evidenciado a cada dia. Hoje ele viu um senhor muito barrigudo no restaurante e ficou admirado. Eu perguntei o que ele estava olhando e falou: “Você viu o tamanho da barriga dele”. Folheando uma revista minha ele viu um anúncio da C&A que tinha três modelos. Sem pensar duas vezes olhou para mim, apontou para a Alessandra Ambrosio, que é maravilhosamente linda e falou: “Mamãe, eu queria que essa aqui fosse minha mãe, mas eu escolhi você”. Depois apontou para a Emanuele de Paula e disse: “Eu queria que essa aqui fosse minha tia, mas eu escolhi Tia Simone”. Resumindo, ele achou as duas bonitas e queria que nós fôssemos iguais a elas. Outro dia eu comentei que estou ficando velha e ele entrou na conversa e disse: “Você não está velha. O seu braço ainda é macio. Velhas tem o braço cheio de caroço”. Aqui no prédio tem uma mini-academia e vez ou outra desço com ele para fazer um pouco de esteira e deixá-lo brincar lá em baixo. Da última vez o coloquei sentado em um dos aparelhos e fui dar minha cainhada na esteira que fica bem em frente. Não percebi, mas ele estava me observando. Então falou: “Mamãe, você ta fazendo exercício e o seu bumbum ta fazendo feiúra. Ele fica fazendo assim, ó...” E balançou a cabeça para um lado e para o outro. Na hora, quase caio da esteira de tanto rir, mas depois percebi que o que tenho a fazer é ser freqüentadora assídua da academia para não ouvir isso novamente. kkk

Só que nem só de críticas o meu filhotinho vive. Ele tem muitos momentos ternurinhas. Tudo bem que esse carinho pode ser com duplo sentido, mas sempre é gostoso de ouvir. Essa semana ele disse: “Você é a bruxinha mais linda do meu coração e o papai é o bruxinho mais lindo do meu coração”. Em outra ocasião, estávamos no carro ele disse: “Eu tô cheio de declaração de amor pra vocês. Pro papai e pra mamãe. Mas eu não vou dar agora, não”. Aí o pai disse que iria amar as tais declarações e ele respondeu: “Mas você não pode amar tudo não, tá? Tem que deixar pra mamãe também”. Tem também a questão do coração pequeno. Ele havia falado que seu coração era muito pequeno e que por isso não cabia muita gente. De uma hora para outra reverteu isso: “Eu mudei essa história de ter coração pequeno. Agora todos que me amam cabem dentro do coração do Pepêsinho”.

Fui levá-lo à escola semana passada e sentei para conversar com a tia e saber como está o comportamento do meu rapaz. Ela falou que ele está muito melhor e que morre de rir porque ele tem justificativa ou desculpa para tudo. Sempre desobedece por estar irritado, ou porque não comeu, ou porque comeu muito, ou porque não dormiu direito a noite. Nada fica sem explicação. E desse mesmo modo é em casa. Perguntei por que ele não consegue ficar quieto um só minuto e ele justificou: “Mamãe, eu não consigo ficar quietinho. Jesus me fez diferente das outras crianças. Eu só consigo ficar me mexendo”. Samuelson perguntou por que ele desobedece tanto e a resposta foi bem vaga: “Papai, boa pergunta!” Ele pode até não dar uma resposta convincente ou justa, mas a última palavra sempre é dele. E Por falar em Jesus, Ele ou Deus tem sido uma constante aqui em casa na boca de PH. O nosso chuveiro queimou e Samuelson foi trocar com a ajuda do segundo homem da casa. O pai pedia e ele passava as ferramentas. Lá pras tantas, depois de trocado, o chuveiro esquentou muito e precisou ser mexido novamente. Só que Pedro Henrique perdeu o alicate. Procuramos na casa toda e não encontramos. Ele ficou nervoso e, para se isentar da culpa, a jogou para cima de mim dizendo: “Eu não acho o alicate. Ele sumiu antes’deu’ ta aqui. Mamãe, será que foi Deus que castigou você?” Aí o pai perguntou por que Deus me castigaria e ele completou: “Deus castiga mães que não obedecem o filho. Vocês não me respeitam e nem falam direito comigo”. Nessas horas perdemos completamente a razão, porque rimos muito. Depois ele estava cabisbaixo e disse: “Eu to triste porque perdi o alicate por Deus”. Acho que ele quis dizer que Deus fez ele perder o alicate.

Sempre estamos indo à Igreja e em um dos dias que não conseguimos ir porque o pai não chegaria a tempo, quando fui comunicá-lo ele disse: “Eita lasquêra, meu camarada”. Por falar em Igreja, PH foi citado pelo pastor porque sempre levanta o braço quando o pastor pergunta alguma coisa. Dia desses perguntaram quem tem problema de insônia e lá estava aquele braçinho magrelo levantado. Foi muito engraçado!

Quarta-feira a seleção brasileira esteve jogando aqui em Recife e passamos quatro dias correndo para a janela toda vez que escutávamos a zoadeira das sirenes da polícia parando o trânsito para o ônibus com a seleção passar. Se perguntar a PP qual é o seu time, fala que é o Brasil. E ficou muito empolgado todas as vezes que vimos o ônibus. Ele assistiu ao jogo até o final e gritou “gol do Brasil” da janela nos dois gols. Na expectativa de ver mais uma vez o tal ônibus, ele não queria dormir depois do jogo e ficou argumentando. Na última tentativa de permanecer acordado ele falou: “Mamãe, acho que hoje é um belo dia para montar aquele quebra-cabeça do Homem-Aranha”. Mas não teve acordo, já estava muito tarde. Em outro dia de jogo, só que Sport X Flamengo, ele disse: “Eu queria que o Sport fazia muitos ‘gois’”

Depois de algum tempo sem levá-lo para brincar na praia a noite, fomos ao parquinho. Ele tratou de fazer amizade com dois meninos maiores que ele se tornou um “caçador de siri”. Foi uma graça! Os três com pedaços de madeira procurando buracos na areia da praia. Mas como devemos dar dinheiro, mas não liberdade para ele, no outro dia ele queria ir novamente. Só que estava nublado e quando me perguntou o que era nublado e eu falei que era o céu com nuvens de chuva e sem ver as estrelas ele argumentou, como sempre: “Mamãe, aqui é diferente de João Pessoa. Lá só tem casa, por isso dá pra ver as estrelas. Aqui em Recife só tem muito prédio, que esconde as estrelas. Mas eles tão ali, ó... depois daqueles prédios”. E apontou em direção à praia. Ele nunca desiste de algo que quer muito. Perseverança é o seu forte.

Hoje foi a festinha junina da escola e ele brincou o tempo todo, até na hora de dançar. Em casa cantou e fez os passinhos bem certinhos. Quando chegou lá só queria saber de brincar com Thiago, seu melhor amigo. Os dois não se desgrudam! Até o avô do Thiago está louco para conhecer “Pedrinho”, que é como o chamam na Igreja e na escola.
Durante a próxima semana PH fará suas primeiras provas. Estou ansiosa por isso, embora acredite que ele vai mandar muito mal. Ele não tem paciência para fazer as tarefas. Só ficam bem feitas quando está com muita vontade fazer. Só me resta orar e pedir à Deus que ele esteja com essa vontade raríssima nos próximos dias. Depois posto os resultados. kkk
Ufa! Terminei. Até a próxima!





3 de junho de 2009

Menino dramático!

Oi! PH esta semana aprendeu a fazer drama sempre que é contrariado. A Globo está perdendo um excelente ator! Samuelson chegou de viagem, depois de uma semana em Maceió e estava muito cansado. PP estava com a corda toda para brincar com o pai. Ele passou a semana inteira perguntando: "Hoje já é amanhã? O papai chega hoje?" Na sexta pela manhã ele falou: "Hoje já é sexta? Mas é aquele dia que você diz que é sexta-feira?" Tudo isso de saudade do pai. Como o pai não tinha forças e nem coragem para brincar, ele falou: "Hoje é o pior dia da minha vida!" E em outra ocasião ele disse: "Todo papai e toda mamãe que faz o pior dia da vida da criança, no outro dia tem que fazer o melhor dia da vida da criança." É muito engraçado, porque ele resmunga isso até quando não damos uma balinha ou qualquer outra coisa para ele. E faz muita reclamação para mim. Ele foi até o quarto onde o pai estava deitado e voltou falando: "Mãe, o meu pai não quer mais brincar comigo. Todo dia eu 'pido' e ele me desobedece. Eu vou lá dar uma palmada nele." Em poucos minutos voltou: "Pronto. O problema já foi resolvido lá. A briga foi danada! Cheia de chute e cheia de palmada." Aí o pai o chamou no quarto e ele voltou falando alto: "Sai, seu velho danado! Ele quer uma surra." Os dois tem umas brincadeiras bem engraçadas e umas até perigosas. Samuelson estava sentado na cama conversando comigo e PH subia no ombro dele e pulava na cama. Ele adora essas brincadeirinhas, mas se zanga quando o pai cansa e pede para parar. Aí começa a reclamação e o choro.

No dia seguinte, embora com sono e ainda cansado, o pai teve que brincar com ele para compensar. PH levou um monte de carrinhos para a cama e ficamos os três lá. Eu deitada ao lado e eles dois brincando de adivinhações. Samuelson perguntava sobre várias coisas, mas PP só falava: "O que é? O que é? Eu uso pra brincar e é amarelo?" Sempre era assim, só mudava a cor do carrinho. Aí eu falei para o pai perguntar o que é grande, gorda e chata. Ele perguntou, falando antes que seria muito difícil e que ele precisaria prestar atenção e pensar muito. Mas a resposta foi rapidinha. Escutamos um sonoro: "Minha mããããããe!" Rimos muito e ele ficou todo feliz por ter acertado. Só que Samuelson se empolgou na brincadeira e perguntou quem é mais bonito, o papai ou a mamãe? Como estavam em paz, brincando, ele respondeu o papai. Mas quando perguntou quem é mais gordo, o feitiço virou contra o feiticeiro. Ele disse: "O papai. Olha o tamanho do seu barrigão." E ficou rindo.

Pedro Henrique está numa fase muito engraçada. Ele é muito divertido e sempre fala alguma coisa que nos faz rir. Até as mães dos amiguinhos da escola sempre que encontram ele riem logo. Quando vou buscá-lo na escola, ele nunca vem quietinho, andando normalmente. Sempre vem fazendo alguma macaquice. Ultimamente tem chegado bem animado, por causa dos ensaios para apresentação da festinha de São João da escola. Embora nós não comemoremos essa data, vamos deixar ele participar, porque ainda não entende o significado. Só sabe que vai dançar e cantar. É muito fofo ele ensaiando para nós. Parece uma minhoquinha, todo sem jeito, requebrando. Dia desses ele foi me mostrar como se rebola e balançava tudo, até a cabeça, menos o que realmente deveria balançar. A cordenação motora até que melhorou, mas ainda deixa muito a desejar. Descobri que, quando ele realmente quer fazer a tarefinha da escola, faz bem direitinho. Mas o normal é não ter vontade e nem paciência e fazer de qualquer jeito. Pintar, definitivamente, ele não gosta. Tinha uma tarefa para pintar o que mais se parecia com a rua que morava e em um quadro era uma rua cheia de prédios comerciais, e o outro casas e crianças brincando. Ele disse que a rua dele era a de prédios, mas que iria pintar a da família dele que é onde moram Painho e Mainha. E assim o fez, só que, por falta de paciência, pintou uma casa toda de preto e a rua toda de vermelho. Só porque são cores escuras e fica tudo bem preenchido.

Ele aprontou muito mais nos últimos dias. Sempre gravo tudo no celular para não esquecer. Infelizmente o meu celular está com o display queimado e não tenho como ver o que está gravado e nem como gravar mais. Mas assim que der, posto o que está faltando. Beijos e até a próxima.

14 de maio de 2009

Crise de consciência precoce







Banho de mangueira na chácara dos tios Cláudia e Joacil.




Olá! Não sei quantas vezes já me desculpei por demorar tanto a postar, mas sou obrigada a fazer novamente. DESCULPA!!! Mas, eis aqui as últimas de Pedro Henrique.

PH está adorando ir à Igreja. Quase todos o conhecem por Pedrinho, a mesma forma como o chamam na escola. Uma das tias, que é a preferida dele, tem o mesmo nome que eu. Ele é apaixonado por ela e ela por ele. Ela o chama de "Pequeno Príncipe", igualzinho Tia Simone chama. Talvez isso faça com que ele goste tanto dela. E Lá tem uns meninos tão danados quanto ele. Dia desses um jogou água e depois areia nele. Estávamos no culto e ele entrou um "bife à milanesa". Mais tarde, ele deu um banho de areia em outro coleguinha. As tias até conseguem controlar um pouco, mas no final sempre vira bagunça, porque eles não obedecem. Ele agora está aprendendo músicas evangélicas. Já canta uma parte de "Faz um milagre em mim" e o refrão de "Deus do impossível". É muito lindo!!! O problema é que ele diz que as suas músicas são "Como Zaqueu" e "Tira essa paixão da cabeça". Morremos de rir porque ele não nos deixa cantar. Só ele pode cantar essas duas músicas. E esta segunda é de um cd que não ouvimos mais, só que ele não esquece. Por falar em Igreja, ele tem aprendido muitas coisas lá. Dei um beijão nele e disse que beijo porque fui eu que o fiz. Ele fez uma cara de bravo e disse: "Não foi você não, foi Jesus!" Outro dia, interrompeu a própria oração, onde o pai fala e ele repete, para lembrar ao pai de pedir à Deus que ele sempre caia de bunda quando pular para não machucar os joelhos. Ele também costuma pedir à Deus que proteja seus carrinhos e quando fica com raiva diz que vai pedir que não proteja nem a mim e nem ao pai. Como eu e Samuelson oramos em voz baixa, ele tenta nos enganar dizendo que já orou. Fui falar para ele me contar o que disse na oração e ele respondeu: "Eu orei caladinho porque o problema é meu e de Deus."

Dia desses estava pedindo à Samuelson que comprasse o xarope que sempre dou quando PP apresenta qualquer sintoma de gripe, o Melxi. Ele ouviu a conversa e interferiu: "Ei papai, você vai comprar um celular pra mim?" Aí explicamos que estávamos falando do Melxi, xarope. E ele disse: "Papai, criança pequena também já pode ter celular!" Ele entendeu que estávamos falando de chip de celular. Na verdade fiquei espantada por ele saber que os celulares tem chips.

Ontem ele pegou o meu estojo de lápis e, depois de desmontar quase todos para fazê-los de foguetes, eu falei que um dos lápis era do pai e que ele brigaria quando chegar. A reposta foi tão engraçada e grande, que nem eu e nem o pai conseguimos brigar: "Não, mas assim que ele chegar, eu vou pedir desculpa à ele. E ele vai me desculpar porque ele é o meu pai, porque ele gosta de mim, porque ele me acha bonito, porque todo dia de manhã quando eu acordo ele me acha bonito, e ele paga a minha escola, e ele deixa o dinheiro pra pagar a minha escola, e eu vou dizer 'desculpa papai', e ele vai dizer 'tá desculpado, meu filho'." E foi a primeira coisa que ele fez quando o pai chegou.

Dia desses ele disse que eu sou uma "comunicadora de melzinho de criança". Ele ganhou um melzinho desses que vem num tubinho pequeno de plástico e eu comi. Aí ficou com raiva e disse que eu sou isso aí. Perguntei o que significava e ele disse que é uma pessoa que come os melzinhos das crianças.

Vindo da escola, perguntei como foi o dia ele respondeu: "A escola foi boa, mas eu não tava muito animado. Eu tava preocupado se você jogou fora a minha revista." A revista é uma de ônibus que meu pai recebe todo mês e dá para ele, que não sossega enquanto não aprende os nomes de todas as empresas de ônibus que tem. Haja paciência!!!

Na escola ele está bem melhor. A tia disse que ele não tem batido em ninguém. Mas na Igreja tem aprontado todas. Tivemos um seminário para famílias que foi de sexta a domingo e ele ficou dois desses dias de castigo quando chegou em casa. Deixamos ele sentado num banquinho e depois de um tempinho o pai foi falar com ele. Quando o pai perguntou se ele sabia por que estava de castigo ele disse, com as lágrimas descendo: "Pode ir papai, eu vou ficar aqui. Eu sei o que eu fiz. Pode ir." Fim da história, o pai o liberou do castigo e mandou ele para a cama, me chamou na sala e caímos no choro os dois. Foi muito emocionante vê-lo, tão pequeno, tendo uma crise de consciência. Mas isso é um momento raríssimo.